sexta-feira, 3 de novembro de 2023

 Jonathas de Andrade

Quero dizer que sou contra a discriminação racial e social que acontecem abertamente no Brasil; só não ocupam os jornais o tempo todo.

mas perdemos o amigo mas nao perdemos a piada. Fui criado com preconceitos e discriminações raciais, políticas e sociais. 

Posso ser contra porque é um estigma da nossa época tentar ser politicamente correto. O caminho é o da paz, da diplomacia, da defesa dos fracos e oprimidos.

É um lado da luta, mas é difícil apontar o outro lado.

Jonathas de Andrade é um artista que admiro e cai num problema semântico na exposição "Eu, mestiço".

A carga que está depositada no título é clara: a discriminação racial e política enraizada em todos os setores, e um dos poderosos é a língua e seus significados oficiais e oficiosos. Há discriminação numa língua criada por poderes machistas e discriminatórios; a língua pode mudar para se adequar ao momento atual e mutante.

Mestiço está carregado, pois ninguém chama de mestiço se misturam português e italiano, alemão e Inglês. Mas, índio e preto, japonês com qualquer outro e assim por diante já são mestiços. Mestiço é um alienígena, que não pertence nem a um, nem a outro. Se olhar a historia de hoje, não há quem escape disso. Linhagens são construções de poder, leva tempo para construir e tempo para destruir.

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